As incubadoras de empresas são ambientes que disseminam a cultura empreendedora e fomentam a criação de novas empresas, além de protegerem seu desenvolvimento. Abrigam novos negócios, por tempo limitado, e se destacam pelos vários mecanismos criados para estimular a transformação de resultados de pesquisas, em produtos e serviços. Assim, revertem em atividade econômica os investimentos em pesquisa realizados pela sociedade.
Abrir e manter uma empresa exige uma série de conhecimentos que a maioria dos empreendedores não possui. O resultado aparece nas estatísticas do SEBRAE que mostram que 86% das empresas fecham antes dos dois anos de constituição.
No entanto, poucas pessoas sabem que existem organizações para apoiar o nascimento e o crescimento de pequenos negócios: “as incubadoras de empresas”. Especialmente no Brasil, costumam localizar-se junto às instituições de ensino superior e importantes meios de pesquisas, para que as empresas se beneficiem da proximidade dos laboratórios e dos recursos humanos destas instituições para transformar universitários em donos do próprio negócio.
Nos primeiros anos das empresas, as incubadoras oferecem consultorias, assessorias, diversos serviços e até estrutura física para fortalecer os passos iniciais do empreendimento e preparar empresários e empresas para se consolidar no mercado. É nesse ambiente das incubadoras que pesquisas, projetos e idéias inovadoras saem do papel e se transformam em empresas de sucesso.
Essas vantagens, somadas à sinergia decorrente da própria convivência entre os novos empresários, fazem com que a taxa de mortalidade desses empreendimentos seja minimizada. As incubadoras geram emprego, renda e estimulam, a partir da demonstração do sucesso de suas empresas, uma atividade empreendedora dentro da própria comunidade.
Surgidas inicialmente na Europa e nos Estados Unidos na década de 50, há hoje cerca de 3000 incubadoras de empresas espalhadas pelo mundo, sendo que 800 delas estão instaladas nos Estados Unidos. No Brasil, as incubadoras de empresas começaram a ser criadas em meados da década de 80, alcançando um crescimento substancial nos últimos anos da década de 90.
Segundo a Rede Mineira de Inovação – RMI há em Minas Gerais 25 Incubadoras de Empresas, tornando esta uma das principais redes do país, o que privilegia a IEP na participação dos eventos e repasse de verbas que são destinadas às incubadoras, uma vez que a IEP é uma das associadas à Rede.
Em levantamento feito pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos e Tecnologias Avançadas – ANPROTEC, as incubadoras encontram-se distribuídas em 23 Estados e no Distrito Federal, juntas oferecem mais de 12.000 empregos diretos, considerando os proprietários e funcionários das empresas, mais as equipes das incubadoras.
Esses números, por si só, são bastante significativos e justificam a importância do processo de incubação de empresas em um país que, como o nosso, convive com altas taxas de desemprego e fechamento precoce de empreendimentos.